O ENGODO NOSSO DE CADA DIA

(…) O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, revelou nesta semana que aplicativos de transporte propuseram embutir encargos de previdência dos motoristas associados nas tarifas cobradas aos clientes da plataforma.

De acordo com o ministro, a demanda foi colocada pelas empresas durante a negociação com motoristas por aplicativo para regulamentar a relação entre os envolvidos (…).

 CONSIDERAÇÕES – Deixa eu ver se entendi direito. A Uber, que explora seus motoristas com taxas exorbitantes, precariza o serviço de transporte em território brasileiro, judicializa toda e qualquer mínima obrigação que lhe seja imposta pelas autoridades Brasil afora,  queria que seus clientes pagassem os direitos trabalhistas daqueles que são explorados por ela?

E claro, deixasse todo o resto da conta, como custos com saúde pública (sem falar no uso de toda infraestrutura da malha viária das cidades) para o Estado brasileiro bancar. E o lucro, claro, ficaria todo para seus investidores. É isso mesmo?

Obrigações mínimas, contribuições irrisórias, exploração e lucros máximos! Essa é a tônica da empresa. Irônico, para não dizer descarado.

Desrespeito às leis e à ordem pública, concorrência predatória, proliferação de carros sem controle pelas ruas das cidades, acusações de fraudes que se multiplicam nas redes sociais, falta de transparência nas políticas empresariais, motoristas sem checagem de antecedentes criminais, processos trabalhistas, veículos sem vistoria de segurança e diversas outras acusações pelo mundo todo. São estas as contradições que deveriam nos assustar.

Mas afinal, quais são os limites morais de uma empresa desse porte? Até quando, exploradores continuarão a construir sua própria narrativa em detrimento dos cidadãos e enganando aquele que é seu público-alvo, sejam seus motoristas ou seus consumidores?

Não adianta querer reescrever a história. Dinheiro nenhum no mundo é capaz de apagá-la.

Táxis são o passado, o presente e o futuro. Vida longa!

Assessoria Adilson Amadeu

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